Ludmilla estava perdida
era bela como o crepúsculo
mas só amava a noite
Ludmilla tinha quem a amasse
mas rejeitava o amor oferecido
ludmilla tinha caprichos
dúvidas e uma voz suave
ludmilla tinha brilho nos olhos
e era feliz
Ludmilla era cruel e delicada
não sei, absolutamente, o que se passava
na cabeça de ludmilla
Ludmilla, quando mordida,
adocicava a língua
para depois amargar lentamente
a boca depravada
ludmila quando queria
se entregava por inteiro
Ludmila, quando trepava,
suava a testa dum jeito só dela
Ludmilla era só quereres
Ludmilla provou dos homens
e das mulheres
gostou dos dois
Ludmilla era jovem
Ludmilla nunca conheceu o amor...
segunda-feira, 6 de abril de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Summer´s love story
em meus braços foste a puta mais insana
de todos cabarés
na moldura de minha cama
berraste com o fazem as cadelas
cheia de lascívia e devaneios
não existe e nem existirá
um adorador mais fiel
de teu sexo desabrochado
seu líquido mais delicado e misterioso
fiz questão de sorvê-lo
como de posse de um narcótico
como um viciado à busca da última gota
em dias de lua cheia e de calor insuportável
imploravas para que pudesses sentir
o beijo de meu chicote
eu sempre fazia tuas vontades
teus desejos imprevisíveis
teu tesão incontrolável
que ora me desejava, ora me odiava..
ora me queria por perto, outrora um par de peitos
e assim se deu nosso amor
um amor do jeito que tem que ser
forte.intenso.dolorido.bruto.
(e curto).
de todos cabarés
na moldura de minha cama
berraste com o fazem as cadelas
cheia de lascívia e devaneios
não existe e nem existirá
um adorador mais fiel
de teu sexo desabrochado
seu líquido mais delicado e misterioso
fiz questão de sorvê-lo
como de posse de um narcótico
como um viciado à busca da última gota
em dias de lua cheia e de calor insuportável
imploravas para que pudesses sentir
o beijo de meu chicote
eu sempre fazia tuas vontades
teus desejos imprevisíveis
teu tesão incontrolável
que ora me desejava, ora me odiava..
ora me queria por perto, outrora um par de peitos
e assim se deu nosso amor
um amor do jeito que tem que ser
forte.intenso.dolorido.bruto.
(e curto).
quarta-feira, 18 de março de 2009
Prazer e dor: ensaios sobre substâncias, parte 2
L.S.D- o que dizer sobre ele senão de cores que explodem e se misturam no ar formando desenhos e semblantes de pessoas mortas a décadas e de algumas que ainda estão por nascer?Alguém é capaz de duvidar que um entardecer, visto pela lente do l.s.d, é sem duvida o crepúsculo mais aterrorizante e belo e imponente e alegre e deslumbrante e colorido e embriagador e sem sentido e com todo o sentido que possa haver em todas as milhas e centímetros dessa terra selvagem e vasta? A razão não pode compreender o l.s.d, as palavras não podem limitar seu mundo ilimitado e indefinido. Nem qualquer tentativa abstrato-sinestésica-pseudo-psicológica pode chegar à milésima parte de um possível entendimento. Poderia me arriscar e dizer que as cores no mundo lisérgico dançam com cheiros e texturas, como cabelos desgrenhados que, ao vento, formam figuras geométricas. E só. talvez seja a molécula responsável por nos ensinar os segredos do mundo e logo nos faz esquecer desse saber. l.s.d é esquecer do supérfulo e se concentrar na essência. É uma breve loucura que termina em riso. Que sempre termina em riso. Como a vida...
terça-feira, 17 de março de 2009
prazer e dor: ensaios sobre substâncias, parte 1
cocaína, tabaco e conversa fora
princesa alva da américa central
planta sagrada para os índios que morreram na cruz
na boca do mais antigo pajé
sendo mascada e dissolvendo amargamente
pôde revelar os segredos mais íntimos do futuro
os delírios mais belos e poéticos
em sua forma cristalizada
assimila-se com flocos de neve de uma terra distante
de um lugar bem mais pro norte
onde o sol se mostra tímido quase sempre
é como se fosse torrões de açucar
de uma realidade celestial.
a cocaína, em resumo,
é como uma amante bela e geniosa
sua beleza, seu modo sexy, sua irreverência
não são menores que sua arrogância
que sua prepotência de quem tem sempre
todos aos seus pés
ela é uma garota bela e malvada
sei que quando me seduz
prova sempre ser irresistível
e eu- insaciável.
princesa alva da américa central
planta sagrada para os índios que morreram na cruz
na boca do mais antigo pajé
sendo mascada e dissolvendo amargamente
pôde revelar os segredos mais íntimos do futuro
os delírios mais belos e poéticos
em sua forma cristalizada
assimila-se com flocos de neve de uma terra distante
de um lugar bem mais pro norte
onde o sol se mostra tímido quase sempre
é como se fosse torrões de açucar
de uma realidade celestial.
a cocaína, em resumo,
é como uma amante bela e geniosa
sua beleza, seu modo sexy, sua irreverência
não são menores que sua arrogância
que sua prepotência de quem tem sempre
todos aos seus pés
ela é uma garota bela e malvada
sei que quando me seduz
prova sempre ser irresistível
e eu- insaciável.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
a arte da punheta de pau mole
se no final de nosso amor
a angústia foi imensa
o rancor envenenou um tolo coração
sendo irreversível qualquer situação
se minha boca não deslisa mais sobre seu corpo
e a cada toque meu em seu peito, em sua coxa
um arrepio logo surgia
mesmo que nossas mãos não se encontrem
mesmo que nosso olhar não fale mais nada
apesar do gozo embriagador de outrora
não passar de mera lembrança
quando me lembro de você
o que vem à cabeça são seus risos
nossos risos pueris e imbecis
lembro-me do verde de sua alma
do azul de sua voz
dos seus pés descalços de menina-filha-do-vento
lembro-me de um amor tão profundo e diabólico
que se recusa a virar apenas uma amizade.
a angústia foi imensa
o rancor envenenou um tolo coração
sendo irreversível qualquer situação
se minha boca não deslisa mais sobre seu corpo
e a cada toque meu em seu peito, em sua coxa
um arrepio logo surgia
mesmo que nossas mãos não se encontrem
mesmo que nosso olhar não fale mais nada
apesar do gozo embriagador de outrora
não passar de mera lembrança
quando me lembro de você
o que vem à cabeça são seus risos
nossos risos pueris e imbecis
lembro-me do verde de sua alma
do azul de sua voz
dos seus pés descalços de menina-filha-do-vento
lembro-me de um amor tão profundo e diabólico
que se recusa a virar apenas uma amizade.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
morre aos noventa e tantos anos o velho walter. estarei feliz ou triste? talvez os sentimentos se misturem. é impossível não refletir sobre a vida. acabou para ele. nunca mais verá o por-do-sol, nunca mais comerá um torrão de açucar. penso sobre a efemeridade da vida, sobre a fragilidade do corpo de todos nós. morreu e agora volta lentamente ao seio da mãe terra.. cada pêlo de seu corpo, cada veia, tudo isso vai ser alimento para novas vidas. até o dia em que seus ossos sumirem e o cemitério onde foi enterrado desaparecer junto com a cidade dentro da qual existia. morreu e parece o fim da linha. nenhuma palavra será pronunciada de sua sábia boca. a única coisa que resta é a memória, enquanto existir a memória.
domingo, 18 de janeiro de 2009
de que adianta chorar
se é verão e somos jovens
por que do pranto se
em meu colo repousa o violão
e em meus braços suas cordas
choram melodias tristíssimas
como posso chorar se olho o mar
e ele vai e volta
e que nada existe além do movimento
como posso deixar de sorrir
só porque o amor por ora foi falso
e de que vale o amor
perto da brisa a beira mar
e de que vale o amor perto dessa lua
que fito sozinho tomando uns tragos de rum
se é verão e somos jovens
por que do pranto se
em meu colo repousa o violão
e em meus braços suas cordas
choram melodias tristíssimas
como posso chorar se olho o mar
e ele vai e volta
e que nada existe além do movimento
como posso deixar de sorrir
só porque o amor por ora foi falso
e de que vale o amor
perto da brisa a beira mar
e de que vale o amor perto dessa lua
que fito sozinho tomando uns tragos de rum
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