terça-feira, 1 de julho de 2008
você é como o pó que corrói meu nariz
você é a cirrose de minnha existência
meu amor é grande, meu pensamento limitado
não quero me casar com você
preciso de tempo, preciso de espaço
fazer poesia requer solidão
só um telefonema em uma madrugada
- qualquer-
bastaria, bastaria...
diga-me, por favor, que eu tenho algum valor
que meu rock and roll é pirado e cool
confesse entre soluços
que só minhas mãos são capazes
de te fazer gozar...
terça-feira, 24 de junho de 2008
aonde vou chegar com a filosofia?
a alma e seu atributos
deus e sua incorporeidade
sua eternidade, sua transcedência
e sua morte.
o pessimismo, o homem é uma paixão inútil
projeto de um deus falido
a arte como refúgio
a tal da contemplação desinteressada
para curar a dor da existência
o eterno retorno do mesmo
ou o corpo é uma prisão?
ou o corpo é corrupção?
se a verdade é uma mulher
acho que sou gay
mas aonde essas águas hão de me levar
se não se entra no mesmo rio duas vezes?
ai às vezes canso
pergunto ao pessoa o que é a metafísica
vou aos russos e descubro como se escreve
sobre a neve e o cinza
talvez o fog londrino tenha feito Byron
beber vinho com um crânio humano
ou então o calor dos trópicos tenha matado
Álvarez aos vinte e quatro
volto à realidade
ainda falta a "coisa em si"
o "fenômeno"
a "defesa dos sentidos"
as "doze categorias"
talvez o conhecimento seja possível
e seja uma virtude
a filosofia não é obrigada a dar respostas
inclusive até hoje não me disse porque
você se foi
nem me explicou direito o amor.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
rimas que vivem com menos de um dóllar por dia
a vida é mesmo uma miséria
e de fato você nunca me amou
nenhum pedaço de minha matéria
se não choro, é por incapacidade
de forma alguma aceito essa realidade
grito aos deuses e à satanás
que me tirem desse jogo com um par de ás
se ainda canto, canto só para ouvir
essa triste melodia, dos chuvosos dias
olhar pela janela e ver a vida se esvair
e de fato, do que valem essas melancolias
não sei. faz frio em minha solidão
de meu peito escorre mágoas e podridão
é um contra senso perder seu perfume
desse néctar maravilhoso só restou azedume
quem nunca amou não entenderá
o sangue e a dor desses versos
desse presente maldito, desse passado perverso
digo foda-se a tudo, sem ao menos dizer "será".
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Coloco em minha boca um gilete bem afiado. Olho para seus olhos, dou-lhe um beijo na testa, tiro seus peitos para fora. Eles saem como se tivessem molas, são macios como balões d’água. Pronto. Agora é só rasgar um pouco a carne e ter cuidado para não furar essas veias roxas que habitam um peito...
Agora está tudo certo... eu e minha gata banhados em sangue maldito. Lambo-lhe os bicos e ela grita, rosna e pede mais, mais, mais, que morda como faz um bicho raivoso...
terça-feira, 27 de maio de 2008
anventura com uma flor
Vocês não conseguiram arrancar meu espírito, a duras punhaladas minha honra ainda está límpida, meu coração bate nervoso em meu peito. Estamos a poucas horas do fim do dia, do recomeço de outro; vou poder amanhã, com o sol radiante a me aquecer, refazer as coisas que ficaram pela metade, sempre deixo de fazer alguma coisa no dia, não deveria ser assim, não há como fazer muita coisa na vida. O tempo é cruel, já tinha quatro anos quando me dei conta que existia ,sempre estou atrasado, em todos os sentidos...
Agora mudo de música, ajeito a posição, penso em você e me derramo em lágrimas, profundamente arrependido com a vida,não! Você pode fazer parte de minhas experiências, somos jovens e felizes, aproveitamos a lua cheia e bebemos vinho a noite inteira, bebemos vinho a noite inteira; gosto de repetir, de gritar, sussurrar ao ouvido da crente mais recatada que estou louco para foder com ela, mostrar como o mundo é sedutor, ela diz, berra que eu sou uma tentação. Isso está ficando bom demais, deus iria me punir por aliciar essa jovem, deus e os homens agora duplamente podem me acusar de sexo com menores(ela tem 14) e ainda perversão de evangélica, o que constitui injúria ainda maior. Mas é que ela me olhava de um jeito excitante. È bom demais se sentir o mentor intelectual de alguma coisa, como um grande responsável, me sinto culpado pela perversão, pela sujeira do mundo, logo eu que nasci a duas décadas atrás, depois de milhares de guerras, gerações inteiras que se sucedem cada vez mais sujas...
quinta-feira, 15 de maio de 2008
pequeno conto- à memória da senhorita aline
Um pouco de luz ambiente, uma boa musica rola, acho que estou satisfeito. Não estou propriamente com sono, se trata apenas de uma turvação leve na cabeça; nada muito preocupante, como tudo nessa minha vida, aliás.
Me vejo em uma situação com a qual não me deparo já fazia um certo tempo, principalmente quando falamos de mim, que sou um apaixonado sem causa.
Parece que é outono em meu espírito, uma brisa leve e fresca desarruma meus cabelos, não importo tanto assim com a aparência. Meu intelecto sempre busca desenterrar coisas, descobri novos odores e quem sabe até role um sexo hoje à noite. Nem me fale na probabilidade de chupar o cuzinho da Aline. Ela é uma brasa de mulher. Baixa, bunduda, metida, tem um nariz empinado como se ela e sua bunda representassem algo no mundo. Mas é assim que eu gosto, não me pergunte porque.Eu tenho clara consciência de que esse tipinho de mulher é encrenca pura, provavelmente não a desejo como mãe de meus filhos, mas é que botar ela de quatro e dar-lhe umas boas porradas naquele rabo branco é um prazer sem comparação. E ela parece que gosta de apanhar, ela também tem plena consciência de que ser gostosa daquele jeito chega a ser um erro e precisa ser punida...
Ela me deu na festa da sala. Eu sei que eu provoco um certo arrepio em seu pescoço quando passo, mesmo com meu cigarro inseparável que ela detesta. Passei ao seu lado no intervalo, ela nem me olhou, é assim mesmo, já estou acostumado, mas nem faço muita questão de trocar cumprimentos com ela, meu negócio é outro.
Talvez eu seja o único da faculdade que sabe que ela não presta.