segunda-feira, 4 de agosto de 2008
esse mesmo bar mal iluminado
aqui eu encontro as pessoas mais geniais da cidade
todos perdidos, todos entregues ao presente e ao prazer artificial
sento sempre no balcão
peço aquela dose de sempre
conhaque quente
é preciso sair, beber, e todos os dias estar aqui
pois senão o tédio vem
pois senão caimos na mentira de felicidade
que a sociedade promete
comprar o aparelho mais novo e sorrir um riso branco
de quem não fuma cigarro
dou graças a todos os orixás
por não ter alguém que me ama
por não amar ninguém
por não saber quem sou
por tudo querer e nada ter
não saber o que farei pelo resto da vida
tudo pode acontecer e mudar
esse caos pode me deixar maluco..
mas antes ele que o mormaço
maldito da previsibilidade!
terça-feira, 1 de julho de 2008
você é como o pó que corrói meu nariz
você é a cirrose de minnha existência
meu amor é grande, meu pensamento limitado
não quero me casar com você
preciso de tempo, preciso de espaço
fazer poesia requer solidão
só um telefonema em uma madrugada
- qualquer-
bastaria, bastaria...
diga-me, por favor, que eu tenho algum valor
que meu rock and roll é pirado e cool
confesse entre soluços
que só minhas mãos são capazes
de te fazer gozar...
terça-feira, 24 de junho de 2008
aonde vou chegar com a filosofia?
a alma e seu atributos
deus e sua incorporeidade
sua eternidade, sua transcedência
e sua morte.
o pessimismo, o homem é uma paixão inútil
projeto de um deus falido
a arte como refúgio
a tal da contemplação desinteressada
para curar a dor da existência
o eterno retorno do mesmo
ou o corpo é uma prisão?
ou o corpo é corrupção?
se a verdade é uma mulher
acho que sou gay
mas aonde essas águas hão de me levar
se não se entra no mesmo rio duas vezes?
ai às vezes canso
pergunto ao pessoa o que é a metafísica
vou aos russos e descubro como se escreve
sobre a neve e o cinza
talvez o fog londrino tenha feito Byron
beber vinho com um crânio humano
ou então o calor dos trópicos tenha matado
Álvarez aos vinte e quatro
volto à realidade
ainda falta a "coisa em si"
o "fenômeno"
a "defesa dos sentidos"
as "doze categorias"
talvez o conhecimento seja possível
e seja uma virtude
a filosofia não é obrigada a dar respostas
inclusive até hoje não me disse porque
você se foi
nem me explicou direito o amor.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
rimas que vivem com menos de um dóllar por dia
a vida é mesmo uma miséria
e de fato você nunca me amou
nenhum pedaço de minha matéria
se não choro, é por incapacidade
de forma alguma aceito essa realidade
grito aos deuses e à satanás
que me tirem desse jogo com um par de ás
se ainda canto, canto só para ouvir
essa triste melodia, dos chuvosos dias
olhar pela janela e ver a vida se esvair
e de fato, do que valem essas melancolias
não sei. faz frio em minha solidão
de meu peito escorre mágoas e podridão
é um contra senso perder seu perfume
desse néctar maravilhoso só restou azedume
quem nunca amou não entenderá
o sangue e a dor desses versos
desse presente maldito, desse passado perverso
digo foda-se a tudo, sem ao menos dizer "será".
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Coloco em minha boca um gilete bem afiado. Olho para seus olhos, dou-lhe um beijo na testa, tiro seus peitos para fora. Eles saem como se tivessem molas, são macios como balões d’água. Pronto. Agora é só rasgar um pouco a carne e ter cuidado para não furar essas veias roxas que habitam um peito...
Agora está tudo certo... eu e minha gata banhados em sangue maldito. Lambo-lhe os bicos e ela grita, rosna e pede mais, mais, mais, que morda como faz um bicho raivoso...
terça-feira, 27 de maio de 2008
anventura com uma flor
Vocês não conseguiram arrancar meu espírito, a duras punhaladas minha honra ainda está límpida, meu coração bate nervoso em meu peito. Estamos a poucas horas do fim do dia, do recomeço de outro; vou poder amanhã, com o sol radiante a me aquecer, refazer as coisas que ficaram pela metade, sempre deixo de fazer alguma coisa no dia, não deveria ser assim, não há como fazer muita coisa na vida. O tempo é cruel, já tinha quatro anos quando me dei conta que existia ,sempre estou atrasado, em todos os sentidos...
Agora mudo de música, ajeito a posição, penso em você e me derramo em lágrimas, profundamente arrependido com a vida,não! Você pode fazer parte de minhas experiências, somos jovens e felizes, aproveitamos a lua cheia e bebemos vinho a noite inteira, bebemos vinho a noite inteira; gosto de repetir, de gritar, sussurrar ao ouvido da crente mais recatada que estou louco para foder com ela, mostrar como o mundo é sedutor, ela diz, berra que eu sou uma tentação. Isso está ficando bom demais, deus iria me punir por aliciar essa jovem, deus e os homens agora duplamente podem me acusar de sexo com menores(ela tem 14) e ainda perversão de evangélica, o que constitui injúria ainda maior. Mas é que ela me olhava de um jeito excitante. È bom demais se sentir o mentor intelectual de alguma coisa, como um grande responsável, me sinto culpado pela perversão, pela sujeira do mundo, logo eu que nasci a duas décadas atrás, depois de milhares de guerras, gerações inteiras que se sucedem cada vez mais sujas...